domingo, 1 de junho de 2008
O não-texto
Não pensem que a minha não-quietude de escrever sobre uma não-mente quieta, é um problema de não ser o que o que não é. Eu apelo ao não não-ser, pelo motivo que se deve ser o que é. É claro que o chavão "não" qualquer coisa é uma ironia ao querer dizer o que já se sabe de forma que se entenda que há algo de original no discurso. Alias, do não-discurso! Por isso devo não-discursar evidenciando o não-chavão, embora o seja! Resumindo, não devemos não-resumir o que já por si não é resumível, senão era um discurso sobre o não-discurso resumido. Espero que não-percebam, porque o não-perceber é um acto pós-moderno de perceber... embora não-perceber é evidentemente diferente de não perceber (sem o hífen... senão era um não-hifen!).
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2 comentários:
Com tantas duplas negações, remeti-me a pensamentos de Lógica Booleana...assustador. Amigo deste-me cá um nó na mioleira. :)
Fala-se tanto em Positivismo como uma corrente/fase histórica e não-só, que felizmente alguém contrapôs, ou seja não-se-opôs, ao Negativismo, ou seja, não "qualquer coisa". Lá por ter não, não quer dizer que seja negativo no sentido pejorativo da coisa. E olha que nem todas as palavras podem ser negações mas sim afirmações, como um acto de não-pensar, pensando.
Ó Nosteamamus, ficaste mais esclarecido? :D Não-ficaste, pois não? :D:D:D
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