Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero.
Vinicius de Moraes
quarta-feira, 4 de junho de 2008
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3 comentários:
Sobre casas e sua construção...
"Ainda dissertando sobre a amizade, gostaria de expor uma visão pessoal. É sobre a vida, as pessoas com quem nos cruzamos, chocamos e partilhamos vivências. Uma simples analogia. Se virmos nossas vidas como uma casa que se vai erguendo ao longo do tempo, as fundações e o telhado serão a nossa família e também aquele alguém especial nos dá algum sentido de vida. Os grandes amigos serão os pilares e vigas mestras, os amigos serão as paredes. Algumas paredes se tornarão muito sólidas, outras irão emergindo e desaparecendo com o passar do tempo.
Há uns tempos deixei esta citação num "Blog" de um grande amigo, pareceu-me adequada.
"A fidelidade que devemos ao nosso amigo é uma coisa sagrada que não permite a mais leve ironia."
(Pitágoras)"
(One.Man.Revolution)
"...foi o toque dos verdadeiros amigos que se revelaram nos momentos difíceis. Nossas vidas cruzam-se tal como linhas paralelas que tendem para o infinito e a dada altura se interceptam em direcção à eternidade." (One.Man.Revolution)
E este revolucionário nem se lembrou do penico...lol
Lar doce lar... não é a casa (construção) que é o mais importante, mas sim, alguém nos fazer "sentir em casa". E isso, nem a mais cara das construções pode pagar o seu valor. Porque precisamente, não tem valor. São raras as pessoas que "se sentem em casa" diariamente, mas quando isso acontece, o tempo pára e avança tão depressa que desejamos mais e mais... é um estado de espírito que dá sentido à pergunta: o que fazemos aqui?...
É a tua perspectiva e elas variam, em relação a essa pergunta. Resposta muito fácil, pura sobrevivência. Nada mais, nós é que temos a p**a da mania de complicar, e não nos remetermos à nosso básica condição animal.
Sobreviver, e lutar até ao fim por esse sonho, que no fundo é a felicidade suprema.
É nossa obrigação, pelo imenso privilegio que é viver.
Despeço-me com amizade, beijo do distante mas ainda assim amigo tripeiro.
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