quinta-feira, 18 de setembro de 2008
*Bela sinfonia*
"True Love Waits" - Radiohead
I'll drown my beliefs
To have you be in peace
I'll dress like your niece
To wash your swollen feet
Just don't leave, don't leave
And true love waits
In haunted attics
And true love wins
On lollipops and crisps
Just don't leave, don't leave
I'm not living
I'm just killing time
Your tiny hands
Your crazy kiss and smile
Just lonely, lonely..
Just lonely, lonely..
I'll drown my beliefs
To have you be in peace
I'll dress like your niece
To wash your swollen feet
Just don't leave, don't leave
And true love waits
In haunted attics
And true love wins
On lollipops and crisps
Just don't leave, don't leave
I'm not living
I'm just killing time
Your tiny hands
Your crazy kiss and smile
Just lonely, lonely..
Just lonely, lonely..
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Porquê esta ansiedade?
Diz-me porquê esta ansiedade?!
Porquê ansiedade...
de te ver;
de te escutar,
de ouvir o teu silêncio,
de te ver tremer,
de ver tuas expressões,
de te abraçar,
de te tocar,
do teu sussurrar,
do teu opinar,
de me fazeres ruborizar,
das longas noites,
da acalmia e da tempestade,
da amizade e do amor,
Porquê tanta ansiedade?
Porquê ansiedade...
de te ver;
de te escutar,
de ouvir o teu silêncio,
de te ver tremer,
de ver tuas expressões,
de te abraçar,
de te tocar,
do teu sussurrar,
do teu opinar,
de me fazeres ruborizar,
das longas noites,
da acalmia e da tempestade,
da amizade e do amor,
Porquê tanta ansiedade?
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
O pesar da Distância
A distância tem seu pesar.
Padece e gera cólera.
Enlouquece e envolve.
Sente-se, vive-se...
Penetra o íntimo,
Faz ferver a seiva interior,
Com necessidade que de nós extravase.
Sua continuidade...
Um afogamento.
Conhecer e afastar…
Meta difícil,
Mágoa infinita,
Escravidão do coração!
Padece e gera cólera.
Enlouquece e envolve.
Sente-se, vive-se...
Penetra o íntimo,
Faz ferver a seiva interior,
Com necessidade que de nós extravase.
Sua continuidade...
Um afogamento.
Conhecer e afastar…
Meta difícil,
Mágoa infinita,
Escravidão do coração!
domingo, 14 de setembro de 2008
O GRITO DO SILÊNCIO
Há silêncios dentro da alma
silêncios que ficam
na vã ausência das palavras
Há silêncios que calam
silêncios que gritam
silêncios que marcam
e marcando nos deixam
mais ainda no silêncio
Há silêncios que são gritos
silêncios que choram
silêncios feitos de mil palavras
silêncios que calam a alma
Há silêncios que são mordaças
silêncios que são calmaria
silêncios que são prisão
há silêncios fechados
guardados
silêncios que são correntes
para o coração
Há silêncios que são gritos
silêncios que são sonhos
que ficam em silêncio
numa espera adormecida
são silêncios feitos de espera
silêncios de agonia
silêncios que calam a vida
Há silêncios que são o silêncio
onde se prende a alma perdida
no silêncio da palavra
no silêncio do sorriso
grita um outro silêncio
que é feito de muitas palavras
silêncio, feito de mágoa
silêncio transformado em nada
silêncio que mata as palavras
numa boca que jaz, gelada !!!
Por - Gonçalo de Assis
silêncios que ficam
na vã ausência das palavras
Há silêncios que calam
silêncios que gritam
silêncios que marcam
e marcando nos deixam
mais ainda no silêncio
Há silêncios que são gritos
silêncios que choram
silêncios feitos de mil palavras
silêncios que calam a alma
Há silêncios que são mordaças
silêncios que são calmaria
silêncios que são prisão
há silêncios fechados
guardados
silêncios que são correntes
para o coração
Há silêncios que são gritos
silêncios que são sonhos
que ficam em silêncio
numa espera adormecida
são silêncios feitos de espera
silêncios de agonia
silêncios que calam a vida
Há silêncios que são o silêncio
onde se prende a alma perdida
no silêncio da palavra
no silêncio do sorriso
grita um outro silêncio
que é feito de muitas palavras
silêncio, feito de mágoa
silêncio transformado em nada
silêncio que mata as palavras
numa boca que jaz, gelada !!!
Por - Gonçalo de Assis
Turbilhão na mente
A incapacidade é envolvente.
Apta a influências externas,
Deixo que a tristeza me perturbe,
Me leve consigo,
Me distraia.
A rejeição é sua amiga.
Juntas fazem grande turbilhão,
Grande alarido na mente.
Muitas das vezes rejeitamos aquilo que mais queremos,
Talvez para benefícios alheios,
Males próprios,
Ou como forma de protecção!
Nem sempre é a decisão mais certa.
Nem sempre o risco trás recompensa.
Será que mais vale proteger, do que deixar levar e morrer o interior de alguém?
Será que mais vale cultivar uma amizade,
Na tristeza de não poder amar?
Mais vale é fugir.
É impossível fugir do que o coração quer.
Que fui fazer?
Preciso de um guia.
Enquanto a noite cai...
O Mundo das trevas
Num mundo
rodeado de trevas
Doce, querida escuridão…
Procuro neste imenso
talvez um pouco de amor…
Triste a minha ilusão
procurar conforto para o coração…
triste sentimento navegante
na escuridão da lua permanente…
Não há nada neste mundo
a não ser o absoluto,
nada!
Aqui, procuro
inocência nas trevas
Ouço um bater de coração
procuro mais um engano,
mais peças de frustração…
Caminhando ao som de um rio
Caminho por caminhos de vazio…
Preso nesta minha liberdade
asas de imaginação
Falsa e hedionda razão…
Para viver…
Neste mundo,
escuridão absolutamente imortal
trevas imensas sem igual…
Sítio imenso e frio…
Vento de agonia,
imensa conforme monotonia…
Sou fantasma no meio deste imenso
mundo de opaco
Tão puro, tão fraco
tentar resistir é demasiado intenso
Deixei-me levar
nesta prisão.
Não consigo falar
nesta imensa libertação…
Sufoco total
e imparcialmente imparcial…
Mundo de sombras…
Noite incansável,
escondida e impenetrável…
Sítio de sobras…
…do que outrora
terá sido um jovem coração
Destruído,
amargurado, corrompido
pela solidão…
Caído, destroçado em maldição…
Triste e esfaqueado em perdição…
Há memórias neste mundo
pelos menos houve um dia
Memórias de criança que ria
doce criança, doce infância
Nascida para viver
a vida, a agonia
de quem está a morrer
Fantasma deste mundo
Vagueando sem rumo,
sem destino
Neste que foi final imundo
de quem queria ser feliz
Coração de alguém
reino do além
Além da dor,
tristeza, amor
Neste lugar onde
não reina ninguém…
Nesta terra do poeta voador…
Poeta triste escritor…
que um dia aqui se perdeu…
e se deixou ficar…
Neste universo de destroços…
…do coração que foi meu…
(Poeta, sonhador desconhecido)
Enquanto a noite cai (Xutos&Pontapés)
O sol desce para Monsanto
Enquanto a noite cai
Adormeceu entretanto
Ja saiu a namorada
Aguardou este momento
Sabe que a hora é sagrada
Nem é tarde nem é cedo
Era a que estava marcada
Vai por cima do roupeiro
Acha a caixa arrumada
Sopra o pó abre-lhe o fecho
Da com ela descansada
Descansada esta a arma
No pano adormecida
Tao perfeita tao gelada
Própria p'ra te roubar a vida
E enquanto a noite cai
O que é que ele vai ser
Trancou a porta de casa
Desceu decididamente
Aspirou o ar da rua
Fundiu-se no mar de gente
Via arma e apanhei-a
Dei com o corpo no barranco
Ja nasceu a lua cheia
Desceu o sol em Monsanto
E enquanto a noite cai
O que é que ele vai ser
Num mundo
rodeado de trevas
Doce, querida escuridão…
Procuro neste imenso
talvez um pouco de amor…
Triste a minha ilusão
procurar conforto para o coração…
triste sentimento navegante
na escuridão da lua permanente…
Não há nada neste mundo
a não ser o absoluto,
nada!
Aqui, procuro
inocência nas trevas
Ouço um bater de coração
procuro mais um engano,
mais peças de frustração…
Caminhando ao som de um rio
Caminho por caminhos de vazio…
Preso nesta minha liberdade
asas de imaginação
Falsa e hedionda razão…
Para viver…
Neste mundo,
escuridão absolutamente imortal
trevas imensas sem igual…
Sítio imenso e frio…
Vento de agonia,
imensa conforme monotonia…
Sou fantasma no meio deste imenso
mundo de opaco
Tão puro, tão fraco
tentar resistir é demasiado intenso
Deixei-me levar
nesta prisão.
Não consigo falar
nesta imensa libertação…
Sufoco total
e imparcialmente imparcial…
Mundo de sombras…
Noite incansável,
escondida e impenetrável…
Sítio de sobras…
…do que outrora
terá sido um jovem coração
Destruído,
amargurado, corrompido
pela solidão…
Caído, destroçado em maldição…
Triste e esfaqueado em perdição…
Há memórias neste mundo
pelos menos houve um dia
Memórias de criança que ria
doce criança, doce infância
Nascida para viver
a vida, a agonia
de quem está a morrer
Fantasma deste mundo
Vagueando sem rumo,
sem destino
Neste que foi final imundo
de quem queria ser feliz
Coração de alguém
reino do além
Além da dor,
tristeza, amor
Neste lugar onde
não reina ninguém…
Nesta terra do poeta voador…
Poeta triste escritor…
que um dia aqui se perdeu…
e se deixou ficar…
Neste universo de destroços…
…do coração que foi meu…
(Poeta, sonhador desconhecido)
Enquanto a noite cai (Xutos&Pontapés)
O sol desce para Monsanto
Enquanto a noite cai
Adormeceu entretanto
Ja saiu a namorada
Aguardou este momento
Sabe que a hora é sagrada
Nem é tarde nem é cedo
Era a que estava marcada
Vai por cima do roupeiro
Acha a caixa arrumada
Sopra o pó abre-lhe o fecho
Da com ela descansada
Descansada esta a arma
No pano adormecida
Tao perfeita tao gelada
Própria p'ra te roubar a vida
E enquanto a noite cai
O que é que ele vai ser
Trancou a porta de casa
Desceu decididamente
Aspirou o ar da rua
Fundiu-se no mar de gente
Via arma e apanhei-a
Dei com o corpo no barranco
Ja nasceu a lua cheia
Desceu o sol em Monsanto
E enquanto a noite cai
O que é que ele vai ser
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Incógnitas da Vida
É dificil gerir, digerir.
Lidar com a distância, o silêncio.
É dificil afastar e aceitar;
É dificil viver e deixar de viver.
Mais fácil é ficar embriagado,
Adormecer, morrer...
Dificil é querer e não ter,
Não saber que fazer!
A vida... uma perdição.
Será que somos meros actores nesta vida?
Actores que dramatizam para almas de outra dimensão.
Incógnitas da vida numa vida.
Lidar com a distância, o silêncio.
É dificil afastar e aceitar;
É dificil viver e deixar de viver.
Mais fácil é ficar embriagado,
Adormecer, morrer...
Dificil é querer e não ter,
Não saber que fazer!
A vida... uma perdição.
Será que somos meros actores nesta vida?
Actores que dramatizam para almas de outra dimensão.
Incógnitas da vida numa vida.
A minha Luz
Existe uma Luz,
Uma Luz que me ofusca a mente,
que me guarda docemente,
que me eleva os pensamentos loucamente.
Essa Luz é eterna,
ela conhece-me.
Brilha e encanta.
Tem seu encanto próprio que muitos não avistam,
tem essência na minha vida.
Não quero que se apague,
odeio que se apague,
mas ela é luz e a luz penetra em toda a parte.
A Luz tem vida própria,
não pode brilhar só para mim,
também tem seus deveres,
sua vida própria, seus sonhos.
Oh Luz, Luz, como necessito de ti...
Tenho de te deixar brilhar por outros recantos.
Sinto tua falta,
não gosto da escuridão.
Oh Luz, sê pelo menos minha amiga,
brilha para mim como para qualquer mortal.
Que escuro... perco a visão, lá se foi a razão!
Uma Luz que me ofusca a mente,
que me guarda docemente,
que me eleva os pensamentos loucamente.
Essa Luz é eterna,
ela conhece-me.
Brilha e encanta.
Tem seu encanto próprio que muitos não avistam,
tem essência na minha vida.
Não quero que se apague,
odeio que se apague,
mas ela é luz e a luz penetra em toda a parte.
A Luz tem vida própria,
não pode brilhar só para mim,
também tem seus deveres,
sua vida própria, seus sonhos.
Oh Luz, Luz, como necessito de ti...
Tenho de te deixar brilhar por outros recantos.
Sinto tua falta,
não gosto da escuridão.
Oh Luz, sê pelo menos minha amiga,
brilha para mim como para qualquer mortal.
Que escuro... perco a visão, lá se foi a razão!
Anatéma, dádiva...excomunhão.
"Anátema (do grego antigo ἀνάϑημα "oferta votiva" e, depois, ἀνάϑεμα "maldição"; derivadas de ἀνατίϑημι "dedicar") era na Grécia Antiga uma oferta posta no templo de uma deidade, constituída inicialmente por frutas ou animais e, posteriormente, por armas, estátuas etc. Seu objetivo era agradecer por uma vitória ou outro evento favorável.
No Cristianismo, é uma sentença de excomunhão da Igreja. Em algumas tradições cristãs existem ritos específicos para a anátema.
O apóstolo Paulo relata o termo em uma de suas cartas sobre a inconstância dos Gálatas nas doutrinas pregadas nas igrejas:
"Maravilho-me de que täo depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual näo é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema". (Gálatas 1:6-8)"
Transcrição Wikipédia.
One Last Goodbye (Anathema)
How I needed you
How I bleed now you're gone
In my dreams I see you
I awake so alone
I know you didn't want to leave
Your heart yearned to stay
But the strength I always loved in you
Finally gave way
Somehow I knew you would leave me this way
Somehow I knew you could never stay
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
And I grieve
In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
And it feels so real
I still feel the pain
I still feel your love
I still feel the pain
I still feel your love
And somehow I knew you could never, never stay
And somehow I knew you would leave me
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
I wished, I wished you could have stayed
Pior do que ser abandonado, pior do que abandonar alguém, é quando nos abandonamos a nós próprios e abdicamos de nossa essência.
Saudações.
No Cristianismo, é uma sentença de excomunhão da Igreja. Em algumas tradições cristãs existem ritos específicos para a anátema.
O apóstolo Paulo relata o termo em uma de suas cartas sobre a inconstância dos Gálatas nas doutrinas pregadas nas igrejas:
"Maravilho-me de que täo depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual näo é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema". (Gálatas 1:6-8)"
Transcrição Wikipédia.
One Last Goodbye (Anathema)
How I needed you
How I bleed now you're gone
In my dreams I see you
I awake so alone
I know you didn't want to leave
Your heart yearned to stay
But the strength I always loved in you
Finally gave way
Somehow I knew you would leave me this way
Somehow I knew you could never stay
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
And I grieve
In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
And it feels so real
I still feel the pain
I still feel your love
I still feel the pain
I still feel your love
And somehow I knew you could never, never stay
And somehow I knew you would leave me
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
I wished, I wished you could have stayed
Pior do que ser abandonado, pior do que abandonar alguém, é quando nos abandonamos a nós próprios e abdicamos de nossa essência.
Saudações.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
amor fino

"O amor fino não busca causa nem fruto. Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há-de ter porquê nem para quê. Se amo, porque me amam, é obrigação, faço o que devo: se amo, para que me amem, é negociação, busco o que desejo. Pois como há-de amar o amor para ser fino? Amo, quia amo; amo, ut amem: amo, porque amo, e amo para amar. Quem ama porque o amam é agradecido. quem ama, para que o amem, é interesseiro: quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, só esse é fino."
Padre António Vieira, in "Sermões"
A SINCERIDADE HABITUAL NÃO PASSA DE UMA MÁSCARA
"Toda a acção é necessariamente mal conhecida. Para que não expressemos contradições de momento a momento, precisamos de uma máscara - como acontece se quisermos ser sedutores. Mas é preferível conviver com os que mentem conscientemente, porque esses também sabem ser verdadeiros conscientemente. Porque, a sinceridade habitual não passa de uma máscara, da qual não temos consciência."
Friedrich Nietzsche, in 'A Vontade de Poder'
Friedrich Nietzsche, in 'A Vontade de Poder'
O invulgar vulgar desfecho.Fica o eco, o vazio.
A minha Morte
Eu quero, quando morrer, ser enterrada
Ao pé do Oceano ingénuo e manso,
Que reze à meia-noite em voz magoada
As orações finais do meu descanso…
Há-de embalar-me o berço derradeiro
O mar amigo e bom para eu dormir!
Velei na vida o meu viver inteiro,
E nunca mais tive um sonho a que sorrir!
E tu hás-de lá ir… bem sei que vais…
E eu do brando sono hei-de acordar
Para teus olhos ver uma vez mais!
E a Lua há-de dizer-me me voz mansinha:
- Ai, não te assustes… dorme… foi o Mar
Que gemeu… não foi nada… ’stá quietinha…
Florbela Espanca em [Esparsos de Florbela]
"The day that never comes", after all the day has come...why?
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