Sinfonia de Inquietude




Selecção musical por DJ Tormento, aceito discos pedidos...lol

domingo, 29 de junho de 2008

Virtude do Tempo - Parte II

Depois de algum afastamento nas lides blogueiras, não é que regresso com mais uma dissertação sobre o tema do TEMPO.

Realmente há pessoas que não tem mesmo mais nada que fazer, então passam o seu tempo a apanhar cenas destas:




É que nem num raio de uma estádio de futebol, a disputar o acesso à final de um Europeu de Futebol uma pessoa está sossegada...

Claro está que este tipo de gente existe também em Portugal...Aqui fica o climax e o maior exemplo de gente que não tem nada que fazer com o seu tempo...



Saudação Revolucionária!!!

terça-feira, 24 de junho de 2008

POEMA EM LINHA RECTA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão - princípe - todos eles princípes - na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?

Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Álvaro de Campos

segunda-feira, 23 de junho de 2008

" All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You doI was made for you
You see the smile that's on my mouth
It's hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you "


sábado, 21 de junho de 2008

A bela e o monstro...


Tributo à beleza das coisas simples.

Li e gostei. Ficam aqui duas citações de um pensador recentemente desaparecido.

"A beleza poderá ser o que não tem a ver com a aparência, mas, sim, o que numa pessoa vem sinalizar a sua capacidade de se deixar olhar e mergulhar em transparência."

"As pessoas dizem-se católicas e contudo trata-se de um catolicismo formal, reduzido a sinais e convenções que não significam uma vivência autêntica. E as religiões correspondem a uma combinatória de hipóteses propostas por um catálogo de experiências lúdicas do sagrado. O dia-a dia de cada um de nós tem afinal muito pouco de religioso."

Eduardo Prado Coelho (1944-2007)

Não são meus os pensamentos, mas a foto sem duvida capta a beleza na sua mais pura simplicidade.

Lamento se o "video" chocará as mentes mais sensíveis, mas é admirável a meu ver a coragem para personificar um pouco de tudo aquilo que é negativo e desprezível na humanidade, mas que lamentavelmente é real. Ainda que haja quem o prefira não admitir para a comodidade de sua própria sanidade mental. Identificar, interpretar...resolver. Alternativa a comodidade da hipocrisia.
Contrastes, o belo, o ediondo...o olhar sem preconceitos, admirar conteúdos e não as embalagens que tanto enganam.



A longa e dura caminhada para fora do inferno, é tão triste assistir a caminhadas para dentro dele...nesse sentido não faltam ajudas. No caminho inverso nem por isso...só lá estarão os verdadeiros.

Penso que penso. Ó Anjo consolador dos fracos, eterno espectador da malfadada vida alheia.



sexta-feira, 20 de junho de 2008

"praticamente"

quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão alimesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito.
Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia serdesmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
(Miguel Esteves Cardoso)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

Lisboa-Barcelona-Lisboa

Neste eixo pendular inter-cidades, unicamente lamento não ter visto uma "Musa".
Foi um rock por rio abaixo...valeu o slide e os "Os quatro cavaleiros".

Aqui fica o meu favorito desta "Musa" inspiradora!



No teu mundo, no meu mundo, no nosso mundo...será?
Cada vez perco mais a paixão pelo meu...
Uma santa ceia, uma noite para lembrar, mais do mesmo para esquecer...ressaca estranha. Apagaram-se os reflexos, obra do acaso?
Ia perdendo a cabeça pela rádio em terras de Gaudi, nem assim nasceu um sol no meu mediterrâneo. Valeu hoje, por uma sublime Lua Cheia.


- Muse Lyrics

Um regresso repetido, anos depois...será um ciclo?
Não será difícil fugir das sombras e do lixo...afinal também as temos aqui.

LISBOA
por entre as sombras e o lixo
[Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes]


"Lisboa, Cais do Sodré:
Quando chega a noite
Com suas caras fugidias,
Olhos dilatados pelo assombro
Deixamos que a cidade nos invada,
Fantasma a embriagar-nos de luz e côr
Num sonho de mil e uma fantasias,
O desejo cruzando os neons
Em projecções plásticas...

O dealer roubou-me,
Levou-me a alma!
Rai's parta o dealer!

E se depois, ao acordarmos,
Acaso reparamos na escuridão que nos cerca,
No leve restolhar que vem do lúgubre canto,
Somos tomados por uma enorme letargia
Que nos deixa permeáveis
Ao frio da madrugada.
É então que as ratazanas,
Abandonando as trevas,
Ficam estáticas, silenciosas,
A verem-nos ir, equilibrando o passo,
Por entre as sombras e o lixo...

O dealer roubou-me,
Levou-me a alma!
Rai's parta o dealer!

Táxi!
Casal Ventoso, se faz favor!"

Irónico como nossas vidas se abraçam em trajectórias divergentes e convergentes que nem partículas, tal como átomos, moléculas, galáxias...estranhas mas belas estas leis do universo.

Despeço-me com amizade. :)

Táxi!
Stª. Apolónia, se faz favor!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Para ver. Uma curta de um amigo.

Esta é simples, é só sentar e ver.

sábado, 14 de junho de 2008

Resumo do dia

Frase do dia partilha entre a mosca, o ursinho do amor e a gata, confortavelmente alapados no passeio da Miguel Bombarda: tende cuidado de quando escarrares não escarrares contra o vento!!!!

Abraço grande aos dois bloguistas que vieram diplomaticamente marcar o ponto na Miguel Bombarda.

E já agora boas-vindas aos lucky bastards que regressaram hoje de Barcelona e que nem por acaso até foram ver Radiohead!!!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Aforismos

Compreender a felicidade do chão sobre o qual te encontras não pode ser maior que os dois pés que o cobrem.

Duas tarefas do início da vida: restringuir cada vez mais o teu círculo e verificar constantemente se não te encontras escondido algures fora dele.

Tu és o trabalho de casa. Nenhum aluno à vista!

Kafka

The pretty voice of god

A sanidade deve ser procurada e vivida instante após instante.
Por isso...

Poema

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).

Álvaro de Campos

quinta-feira, 12 de junho de 2008

(In)shape




“The abdomen is the reason why man does not readily take himself to be a god."

Friedrich Nietzsche


Nova bandeira


Temos que reivindicar uma nova bandeira, já que a outra foi vendida a um clube de futebol!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Excelência da boa musica!!!

Boas,

Agora que tenho tempo de férias, não é que me ponho a pesquisar um pouco sobre o meu género musical preferido e....

CUM CATANO....VAI BUSCAR....



Saquei 12 albuns de 12 bandas diferentes, cada uma melhor que a outra....

Fica aqui esta musica, que não é muito pesada, assim não fere susceptibilidades....

domingo, 8 de junho de 2008

sábado, 7 de junho de 2008

Poesia bernácula

Uamore é fuago que arde sem se bere
É frida que aleija e num-se siente
É um contenta mento des contuente
É dore que dezatina sem duere

É um num crere mais que bem crere
É solitário ondar por entre agente
É nunca contentarsse de cão tente
É cuidar que se gánha em se foder

É crer estar na choldra por bontade
É serbir a quem bence, é o maior!
É tere com que nos lixa lealdade

Mas como cauzar pode seu fabuare
Nos coraçons humanos amisade
Se tom contrario a si é o mesmo uamuare!

Do Zé Nando à Tóina, com muinto amore e muinta paixonhe

sexta-feira, 6 de junho de 2008

(De)Mentes (In)(irre)quietas

Será que temos de guardar os nossos tesouros só para nós?
Costumava recusar emprestar os meus LPs de Joy Division. Hoje, orgulhoso dos meus 37 anos, olho para trás e acho que naquele tempo era a atitude que mais sentido fazia.
Hoje continuo a não querer empresta-los, a diferença é que agora ninguém mos pede.
Será que temos de guardar os nossos tesouros só para nós?......Claro, quem somos nós sem os nossos tesouros.

Um conselho que vos deixo...


Os Conselhos Que Vos Deixo 02 from Não Alinhados on Vimeo.

de Bruno Aleixo

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Fernando Alvim não é aquilo que parece...


O Homem Por Detrás da Máscara 02 from Não Alinhados on Vimeo.

É FENOMENAL!!!!!!!!!!! :)

Regras

REGRAS DE UM RELACIONAMENTO EQUILIBRADO.
Um casal recém casado vai viver na sua nova Casa.
O homem diz: - Se quer viver comigo, as regras são:1)
Segundas e terças-feiras à noite vou tomar café com os amigos;2)
Quartas-feiras à noite cinema com o pessoal;3)
Quintas, sextas à noite, cerveja com os colegas;4)
Sábados, pescaria com a turma, retornando Domingo pela manhã;5)
E, aos domingos, deito cedo para descansar.
Se quer... Quer... Se não quer... Azar!

Então a mulher responde:
Pra mim só existe uma regra:
Aqui em Casa tem sexo todas as noites.
Quem está, está.
Quem não está...
Azar!

"País de Mierda"


país de mierda




WHO I AM & WHAT I WANT

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A hora do cansaço

As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.

Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.

Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nós cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.

Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

Carlos Drummond de Andrade, uma vez mais e quantas mais vezes forem precisas...

A casa

Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada

Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão

Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede

Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali

Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero.

Vinicius de Moraes

Olé!

Hino à razão

Razão, irmã do Amor e da Justiça,
Mais uma vez escuta a minha prece,
É a voz dum coração que te apetece,
Duma alma livre, só a ti submissa.

Por ti é que a poeira movediça
De astros e sóis e mundos permanece;
E é por ti que a virtude prevalece,
E a flor do heroísmo medra e viça.


Por ti, na arena trágica, as nações
Buscam a liberdade, entre clarões,
E os que olham o futuro e cismam, mudos,


Por ti, podem sofrer e não se abatem,
Mãe de filhos robustos, que combatem
Tendo o teu nome escrito em seus escudos!

(Antero de Quental)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Poema do amor interrompido

Quando me tocaste na mão,
Soou um trovão,
Na outra mão!

Depois tocaste-me com o pé,
E algo ficou em pé...
Penso que sabes bem o que é!

Depois cruzaste a perna,
Daquela forma que eu gosto.
Quis entrar na caverna,
Mas apanhei um desgosto:

Algo te incomodava todavia,
Pois tinhas uma enxaqueca,
Foi lixado, eu não sabia,
Que afinal não te ia dar uma queca!

Aquarela

Soneto

Fecham-se os dedos donde corre a esperança,
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?

Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.

Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.

Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.

José Carlos Ary dos Santos

(re)Legião da Asneira

Acabou-se o trinta e um, o calor da "Alcateia", um cálice de amizade...uivos de renovação se ouvirão por esses bosques urbanos..., é o devorar da existência. Reside neste, paz e tranquilidade.

Todos os dias são de renovação, neste finito ciclo, o nascer e esmorecer do sol de nossa existência.


Mau...este coelhinho é do pior.




I´m feeling... :)


- Black Sabbath Lyrics

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Clã - Tira a teima

Se um dia me aproximar de ti
Não penses que é só um flirt
Não julgues que é um filme
Que já viste em qualquer parte
Pensa bem antes de agires
Evita ser imprudente
Faz a carta do meu signo
E vê à lupa o ascendente
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou
Tem cuidado e tira a teima
Que sou tu não sonhas ao que venho
Não sabes do que sou capaz
Eu dou tudo quanto tenho
Não funciono a meio gás
Vem sentar-te à minha frente
E diz-me o que vês em mim
Não respondas já a quente
Pondera antes de dizer sim
Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou fere, rasga e queima
Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou fere, rasga e queima
Diz-me diz-me se vês o granito
Onde a cidade, os grandes temas
Diz-me se vês o amor infinito
Ou somente um par de algemas
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou


:)

domingo, 1 de junho de 2008

O não-texto

Não pensem que a minha não-quietude de escrever sobre uma não-mente quieta, é um problema de não ser o que o que não é. Eu apelo ao não não-ser, pelo motivo que se deve ser o que é. É claro que o chavão "não" qualquer coisa é uma ironia ao querer dizer o que já se sabe de forma que se entenda que há algo de original no discurso. Alias, do não-discurso! Por isso devo não-discursar evidenciando o não-chavão, embora o seja! Resumindo, não devemos não-resumir o que já por si não é resumível, senão era um discurso sobre o não-discurso resumido. Espero que não-percebam, porque o não-perceber é um acto pós-moderno de perceber... embora não-perceber é evidentemente diferente de não perceber (sem o hífen... senão era um não-hifen!).

Virtude do Tempo...

Como diria o grande Plutarco (Filosofo e Prosador Grego, do período Greco-Romano):

"Ter Tempo é o bem mais precioso, para quem aspira a grandes coisas!"

Ultimamente tem sido um tema que tem pairado com alguma frequência na minha mente desvairada! Não por mim, pois creio fazer uma gestão temporal aceitavel, mas numa analise profunda da quantidade de tempo que as pessoas infelizmente perdem, chega a atingir o ponto do ridiculo! É tempo perdido no transito, é tempo perdido com filas de espera e repartições publicas, mas sinceramente o que mais me irrita é a quantidade de tempo estupida que se perde a pensar em problemas!!!!

Expressões tipo, que certamente já passaram pela cabeça de muitos:

- "Ai! Porque me aconteceu isto e aquilo!"
- "Sou um pobre coitado!"
- "Não tenho sorte nenhuma!"

Bla bla bla bla bla bla e afins!!!!

Com isto, rios e rios de tempo perdido a pensar num problema, como se houve-se uma maquina do tempo que fizesse regredir as situações para as podermos corrigir, já para não falar nas valentes dores de cabeça que isso provoca!

Prefiro optar pela teoria do:

"Não penses nos problemas, mas sim nas soluções!"

Pode parecer uma expressão ridicula, pois a solução normalmente está associada ao problema, mas a questão é mesmo o tempo que se dedica a cada um destes parametros da questão!

Um exemplo e uma expressão que creio ser marcante é mesmo a de Thomas Edison tentou duas mil vezes antes de conseguir fazer um filamento de bambu ficar incandescente dentro de um bulbo em semi-vácuo, inventando assim a lâmpada. Quando certa vez lhe disseram que ele havia fracassado duas mil vezes, ele respondeu:

"- Eu não falhei todas essas vezes, só descobri duas mil maneiras de não se fazer uma lâmpada!"

Este é o verdadeiro conceito de rentabilização de tempo.

Como tal, a conclusão que posso tirar é que acabei de desperdiçar 20 minutos da minha vida para escrever este post.

Haja Paciência!

Saudações revolucionarias!

Blood Revolution
"Mas a próxima, que a ultima não deu em nada!"