Sinfonia de Inquietude




Selecção musical por DJ Tormento, aceito discos pedidos...lol

domingo, 14 de setembro de 2008

Enquanto a noite cai...

O Mundo das trevas

Num mundo
rodeado de trevas
Doce, querida escuridão…
Procuro neste imenso
talvez um pouco de amor…
Triste a minha ilusão
procurar conforto para o coração…
triste sentimento navegante
na escuridão da lua permanente…

Não há nada neste mundo
a não ser o absoluto,
nada!
Aqui, procuro
inocência nas trevas
Ouço um bater de coração
procuro mais um engano,
mais peças de frustração…
Caminhando ao som de um rio
Caminho por caminhos de vazio…
Preso nesta minha liberdade
asas de imaginação
Falsa e hedionda razão…
Para viver…

Neste mundo,
escuridão absolutamente imortal
trevas imensas sem igual…
Sítio imenso e frio…
Vento de agonia,
imensa conforme monotonia…
Sou fantasma no meio deste imenso
mundo de opaco
Tão puro, tão fraco
tentar resistir é demasiado intenso

Deixei-me levar
nesta prisão.
Não consigo falar
nesta imensa libertação…
Sufoco total
e imparcialmente imparcial…
Mundo de sombras…
Noite incansável,
escondida e impenetrável…
Sítio de sobras…
…do que outrora
terá sido um jovem coração
Destruído,
amargurado, corrompido
pela solidão…
Caído, destroçado em maldição…
Triste e esfaqueado em perdição…

Há memórias neste mundo
pelos menos houve um dia
Memórias de criança que ria
doce criança, doce infância
Nascida para viver
a vida, a agonia
de quem está a morrer
Fantasma deste mundo
Vagueando sem rumo,
sem destino
Neste que foi final imundo
de quem queria ser feliz
Coração de alguém
reino do além
Além da dor,
tristeza, amor
Neste lugar onde
não reina ninguém…
Nesta terra do poeta voador…
Poeta triste escritor…
que um dia aqui se perdeu…
e se deixou ficar…
Neste universo de destroços…
…do coração que foi meu…

(Poeta, sonhador desconhecido)



Enquanto a noite cai (Xutos&Pontapés)

O sol desce para Monsanto
Enquanto a noite cai
Adormeceu entretanto
Ja saiu a namorada
Aguardou este momento
Sabe que a hora é sagrada
Nem é tarde nem é cedo
Era a que estava marcada
Vai por cima do roupeiro
Acha a caixa arrumada
Sopra o pó abre-lhe o fecho
Da com ela descansada
Descansada esta a arma
No pano adormecida
Tao perfeita tao gelada
Própria p'ra te roubar a vida
E enquanto a noite cai
O que é que ele vai ser
Trancou a porta de casa
Desceu decididamente
Aspirou o ar da rua
Fundiu-se no mar de gente
Via arma e apanhei-a
Dei com o corpo no barranco
Ja nasceu a lua cheia
Desceu o sol em Monsanto
E enquanto a noite cai
O que é que ele vai ser

1 comentário:

Luna disse...

Hoje deixei-me banhar sobre o sol,
Seu calor fez-me adormecer,
Enfim despertei.
Inequivocamente deixei-me mergulhar na saudade.
Saudade, abundas em mim,
Deixa-me estar,
preciso estar longe de ti,
Magoas-me.
Dá-me liberdade, apesar de não te querer distante de mim.
És mágoa, és dor…
Não te posso tolerar!
Não consigo viver longe de ti,
enlouqueces-me!